Quase todo mundo já se assustou ao ver fios no travesseiro, no ralo do chuveiro ou na escova. A boa notícia é que perder cabelo faz parte do funcionamento normal do couro cabeludo. O fio nasce, cresce por anos, descansa e cai para dar lugar a um novo. Em média, é esperado perder entre 50 e 100 fios por dia.
O ponto de atenção não é a queda em si, mas mudanças no padrão: uma queda que aumenta de repente, falhas que surgem, o couro cabeludo aparecendo mais ou o cabelo afinando ao longo dos meses.
Quando provavelmente é normal
- Você perde uma quantidade parecida de fios há anos, sem clareiras novas.
- A queda aumentou por algumas semanas depois de um evento pontual (febre, cirurgia, dieta restritiva, parto) e tende a se estabilizar.
- A densidade geral do cabelo continua a mesma quando você compara fotos.
Quando vale investigar
- A queda intensa passa de 2 a 3 meses sem melhorar.
- Surgem falhas, entradas ou afinamento em regiões específicas.
- Há coceira, descamação, vermelhidão ou dor no couro cabeludo.
- Existe histórico de queda na família e você percebe o cabelo ralear progressivamente.
O cabelo é um termômetro do corpo. Muitas vezes a queda é o primeiro sinal de algo que vale a pena olhar com calma.
O que uma avaliação capilar investiga
Numa avaliação tricológica, o objetivo é entender a causa antes de propor qualquer tratamento. Isso costuma envolver a história clínica (alimentação, rotina, estresse, medicamentos, histórico familiar), o exame do couro cabeludo e, quando necessário, exames laboratoriais para checar fatores como ferro, tireoide e vitaminas.
A partir daí é possível diferenciar situações muito distintas — como uma queda temporária por estresse de um padrão genético — que pedem condutas completamente diferentes.